quarta-feira, 27 de junho de 2012

Compreender














Nessa busca constante,
por saber,
por entender,
por compreender,
vou-me perdendo de quem sou.
Pois quanto mais julgo saber quem sou,
menos sou,
quem de verdade sou,
esse que procura é uma ilusão de mim,
em cada recanto do existir,
eu estou,
eu sou.
A minha existência tudo alberga,
tudo abarca, e
no entanto,
nada sou.
As palavras que são conhecidas,
não podem descrever a plenitude do meu ser,
do meu, não,
apenas, do ser.
Os limites são inexistentes,
a intemporalidade é constante.
Qual navegante pelas ondas do pensamento,
vago existir da mente,
consubstanciada pelo ego.
E no entanto não preciso,
compreender,
porque aquele que compreende,
limita.
Deixo partir essa necessidade,
e limito-me a Ser.
E não é que o ar se torna mais leve,
as cores mais vivas,
os sabores mais intensos,
este banho de emoções,
perpassam o existir,
eu sou,
simplesmente,
Sou.

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