quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ilusão de existir



A ilusão de existir um eu indefinido,
que procura justificar aquilo que vivo em cada momento.
Não existe explicação que ajude a compreender,
o que sou afinal.

Devo acreditar naquilo que me ensinaram que eu era,
e fazer o que é suposto ser feito.

Ou permito-me a liberdade,
de descobrir quem sou,
ou melhor de prescindir de quem penso que sou,
e deixar que o Ser que sou,
seja como é.

Na verdade ele é como sempre foi,
a ideia limitada de mim é que não estava presente,
para o vivenciar.

Todas as ideias de limitação tem um fim,
vem agregado nelas um prazo de validade,
tal como a noção de existir.

Aquilo que é,
é,
não precisa de validação,
de compreensão,
de justificação,
existe pelo que é.

Quando acredito que sou algo,
e procuro as provas desse algo,
deixo de ser quem sou,
perco-me nessa procura,
e deixo em suspensão,
vivenciar o esplendor do Ser. 

Tantas palavras gastas,
símbolos de símbolos,
um entretém da imaginação,
alimento da ilusão.

Tudo isso em fim,
nunca existiu,
foi mera indiscrição,
uma gota do orvalho da manhã,
numa manhã igual a tantas outras,
todas iguais,
todas,afinal, a mesma,
ilusão de existir.   


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