sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Desistir
Chega um momento em que a única alternativa é desistir,
e no entanto quando se dá esse momento aquilo que acontece é liberdade.
Deixas cair todas as máscaras,
que criavam a ilusão de seres alguém que não és.
E todas as barreiras caem
e as ligações ao todo tornam-se evidentes,
tornam-se reais para tu as viveres.
Reparas que és muito mais que apenas esse corpo que carregas de um lugar para o outro,
sim, és tu que carregas o teu corpo e não o teu corpo que te carrega a ti.
Quando desistes da ideia desse corpo,
encontras a união com todos os outros corpos,
todos em conjunto são ideias que pululam no teu Ser.
Todas as manifestações do Ser,
dançam em conjunto nesse lugar de perfeição,
a que alguns chamam de,
vida.
A vida vivida em ti, em cada momento,
todos esses momentos são apenas na verdade um só,
agora.
Sim, chega um momento em que desistes de ti por forma a te encontrares.
sábado, 18 de agosto de 2012
Desfazer a linha
Quando deixei partir os limites que julgava ter,
despertei para a minha essência.
Percebi que tudo existe em mim,
a vida sou eu,
e tudo que pensava que sabia,
na verdade,
nada sabia.
O bom é que aceitando que nada sei,
permitiu-me a liberdade para Ser.
Quem tudo sabe sente-se limitado,
não tem mais para onde ir.
Nada sabendo,
aquilo que é revelou-se-me.
Não sei, é grito de liberdade,
de desapego do ego.
É uma escolha para deixar cair,
os medos,
os desejos de possuir mais.
O ego é uma linha que te mantém no mesmo lugar,
é uma ideia que te faz acreditar em ilusões.
Que te diz aquilo que é a verdade, aquilo que deves saber.
Não sei,
desfaz essa linha, dissipa as ilusões.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Caminhante
Enquanto caminho vou-me perdendo,
já não sei se caminho, se sou o próprio caminho.
Onde acaba um e começa o outro deixou de ser evidente.
Por isso continuo a caminhar e deixo de me interrogar.
A sensação dos limites quebrados,
que deixam de balizar o eu.
E no entanto quando achava que ficaria perdido,
se não fosse eu,
aconteceu o contrário.
O eu que julgava ser é uma pequeníssima ideia daquilo que sou.
Pelas brumas do ser vou soltando ideias de mim.
Agora, enquanto caminho também sou o próprio caminho.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Deixar partir
tudo aqui me foi emprestado.
Na arrogância do ser, julguei que podia acumular,
coisas, bens, lugares, memórias, pessoas.
Como estava enganado,
na verdade eram elas que me possuíam a mim.
Pois acreditava que elas me definiam,
que davam em sentido ao meu ser.
E no entanto,
tudo isso era uma ilusão.
Nada possuo, nada é meu.
Deixar partir essa ideia que somos um nome,
um corpo, uma mente,
e toda a sua envolvência.
Deixar partir, e
aquilo que fica,
é tudo,
é nada,
não tem definição.
Apenas a sensação,apenas o experienciar.
Deixei partir e sou livre.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Compreender
Nessa busca constante,
por saber,
por entender,
por compreender,
vou-me perdendo de quem sou.
Pois quanto mais julgo saber quem sou,
menos sou,
quem de verdade sou,
esse que procura é uma ilusão de mim,
em cada recanto do existir,
eu estou,
eu sou.
A minha existência tudo alberga,
tudo abarca, e
no entanto,
nada sou.
As palavras que são conhecidas,
não podem descrever a plenitude do meu ser,
do meu, não,
apenas, do ser.
Os limites são inexistentes,
a intemporalidade é constante.
Qual navegante pelas ondas do pensamento,
vago existir da mente,
consubstanciada pelo ego.
E no entanto não preciso,
compreender,
porque aquele que compreende,
limita.
Deixo partir essa necessidade,
e limito-me a Ser.
E não é que o ar se torna mais leve,
as cores mais vivas,
os sabores mais intensos,
este banho de emoções,
perpassam o existir,
eu sou,
simplesmente,
Sou.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Dor
Crer em algo que me defina,
limitar o meu existir.
Deixar-me afundar nas sensações,
que me envolvem.
que me rasgam por dentro.
Continuo a caminhar,
não posso parar,
sigo sem destino,
em desalinho,
desconectado do Ser.
É difícil compreender,
esta dor do existir,
os limites que me agrilhoam,
não contém as convulsões,
as duvidas continuam.
Dói...
ahhh... como dói.
E no entanto é tudo uma ilusão.
Aquele não sou eu.
Aquela dor não é minha,
é apenas imaginação.
Mas onde estou afinal.
E no entanto dói,
esta dor é uma constante.
Serve como sinal do existir,
pois se dói,
existo.
Deixo que doa,
limito-me a sentir,
que me consuma a dor,
não importa.
Eu continuarei aqui,
esperando que ela se vá,
pois ela irá,
e eu cá estarei a ver-la partir.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Caminho
Todos os caminhos me servem,
aliás, já por aí andei.
Pois a minha existência é ilimitada,
ela abarca tudo o que é.
Todos os passos que dei,
e todos os que irei dar,
são na verdade parte do caminho que já percorri.
Porque na verdade,
eu sou o caminho,
e o caminho faz-se em mim.
É quando deixo de pensar para onde quero ir,
que me permito ir.
Desfrutando de tudo o que é,
em simplicidade,
pois o caminho é simples pois ele é perfeito.
Eu sou perfeito,
eu sou,
apenas sou,
tudo o que é.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



.jpg)
