quarta-feira, 27 de junho de 2012
Compreender
Nessa busca constante,
por saber,
por entender,
por compreender,
vou-me perdendo de quem sou.
Pois quanto mais julgo saber quem sou,
menos sou,
quem de verdade sou,
esse que procura é uma ilusão de mim,
em cada recanto do existir,
eu estou,
eu sou.
A minha existência tudo alberga,
tudo abarca, e
no entanto,
nada sou.
As palavras que são conhecidas,
não podem descrever a plenitude do meu ser,
do meu, não,
apenas, do ser.
Os limites são inexistentes,
a intemporalidade é constante.
Qual navegante pelas ondas do pensamento,
vago existir da mente,
consubstanciada pelo ego.
E no entanto não preciso,
compreender,
porque aquele que compreende,
limita.
Deixo partir essa necessidade,
e limito-me a Ser.
E não é que o ar se torna mais leve,
as cores mais vivas,
os sabores mais intensos,
este banho de emoções,
perpassam o existir,
eu sou,
simplesmente,
Sou.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Dor
Crer em algo que me defina,
limitar o meu existir.
Deixar-me afundar nas sensações,
que me envolvem.
que me rasgam por dentro.
Continuo a caminhar,
não posso parar,
sigo sem destino,
em desalinho,
desconectado do Ser.
É difícil compreender,
esta dor do existir,
os limites que me agrilhoam,
não contém as convulsões,
as duvidas continuam.
Dói...
ahhh... como dói.
E no entanto é tudo uma ilusão.
Aquele não sou eu.
Aquela dor não é minha,
é apenas imaginação.
Mas onde estou afinal.
E no entanto dói,
esta dor é uma constante.
Serve como sinal do existir,
pois se dói,
existo.
Deixo que doa,
limito-me a sentir,
que me consuma a dor,
não importa.
Eu continuarei aqui,
esperando que ela se vá,
pois ela irá,
e eu cá estarei a ver-la partir.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Caminho
Todos os caminhos me servem,
aliás, já por aí andei.
Pois a minha existência é ilimitada,
ela abarca tudo o que é.
Todos os passos que dei,
e todos os que irei dar,
são na verdade parte do caminho que já percorri.
Porque na verdade,
eu sou o caminho,
e o caminho faz-se em mim.
É quando deixo de pensar para onde quero ir,
que me permito ir.
Desfrutando de tudo o que é,
em simplicidade,
pois o caminho é simples pois ele é perfeito.
Eu sou perfeito,
eu sou,
apenas sou,
tudo o que é.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Flutuar
Foto Google.
Deixa que as emoções flutuem,
e te levem para longe.
Tu não és daqui,
nem dali,
não és de lado nenhum,
e és de todo o lado.
A ilusão de existir prende-te,
acreditas no que vês,
mas será que vês de verdade,
ou vês aquilo em que acreditas.
Se queres que te diga,
não importa,
aquilo em que acreditas,
afinal tudo isto é um sonho.
Deixa que as emoções flutuem,
e te levem para longe.
Onírico é esse corpo,
que aprecias no espelho,
num jogo de sombras,
que procuram,
apagar a luz.
Mergulhas nos pensamentos,
na esperança de te encontrares.
Tempo perdido,
Pois não podes encontrar,
quem nunca aí esteve.
Flutua na existência,
desse infinito Ser.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Memória
As memórias são ideias,
pensamentos que me levam,
daqui para outro lugar,
que se assemelha ao que já vivi.
Mas não é o mesmo,
vai-se compondo à medida,
daquilo que crio neste momento.
Então é irreal.
Não existe,mas dói,
como dói,
cada recordação,
é como viver-la de novo.
Ou então é feliz,
e estas prefiro guardar e,
voltar a eles muitas vezes.
Chega de te ocupares de mim,
é hora de partires,
para que possa viver a vida,
que me espera enquanto me dedico a ti.
Quero alimentar cada momento,
do meu existir.
Amando cada pedaço,
pela totalidade que possui.
Construir agora as memórias felizes,
do amanhã,
e para que sejam perfeitas,
preciso de estar aqui,
inteiro,
amando e sendo amado.
pensamentos que me levam,
daqui para outro lugar,
que se assemelha ao que já vivi.
Mas não é o mesmo,
vai-se compondo à medida,
daquilo que crio neste momento.
Então é irreal.
Não existe,mas dói,
como dói,
cada recordação,
é como viver-la de novo.
Ou então é feliz,
e estas prefiro guardar e,
voltar a eles muitas vezes.
Chega de te ocupares de mim,
é hora de partires,
para que possa viver a vida,
que me espera enquanto me dedico a ti.
Quero alimentar cada momento,
do meu existir.
Amando cada pedaço,
pela totalidade que possui.
Construir agora as memórias felizes,
do amanhã,
e para que sejam perfeitas,
preciso de estar aqui,
inteiro,
amando e sendo amado.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Quebrar
Quebrar as barreiras que limitam,
a perceção de quem sou.
A ilusão de daquilo que pensava,
que era, se dissipa,
aqui e agora.
Quebrar as crenças que julgam,
tudo o que vejo,
tudo o que sinto,
roubando-me o presente.
Levando-me para longe de mim.
Cada vez que via o mal dos outros.
Esquecendo que era eu,
aquele que via refeltido nesses outros.
Afinal era eu,
repartido em pedaços multiples.
Como podia olhar,
e não ver que estava lá,
em cada um deles,
em cada critíca.
Mas também em cada ato de ternura,
em cada pedaço de amor,
no recanto de cada lágrima,
embalado num sorriso.
Quebrar a ilusão de exclusão,
qual recluso da vida,
não vivida,
mas contida nas agruras,
do passado,
revisitado em cada memória.
Livre da ilusão,
digo enfim,
presente,
afinal nunca estive,
ausente.
a perceção de quem sou.
A ilusão de daquilo que pensava,
que era, se dissipa,
aqui e agora.
Quebrar as crenças que julgam,
tudo o que vejo,
tudo o que sinto,
roubando-me o presente.
Levando-me para longe de mim.
Cada vez que via o mal dos outros.
Esquecendo que era eu,
aquele que via refeltido nesses outros.
Afinal era eu,
repartido em pedaços multiples.
Como podia olhar,
e não ver que estava lá,
em cada um deles,
em cada critíca.
Mas também em cada ato de ternura,
em cada pedaço de amor,
no recanto de cada lágrima,
embalado num sorriso.
Quebrar a ilusão de exclusão,
qual recluso da vida,
não vivida,
mas contida nas agruras,
do passado,
revisitado em cada memória.
Livre da ilusão,
digo enfim,
presente,
afinal nunca estive,
ausente.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Abundância
Quando confundo o Ser pelo ter,
deixo de ver quem sou.
esqueço de tudo o que sou,
iludido por tudo o que tenho ou desejo ter.
Quanto mais desejo ter menos vejo,
a abundância plena que existe em mim,
para lá de mim.
Pois estou a limitar-me pelas parcas posses,
que consigo amealhar,
esquecendo a riqueza do sentir,
de vivenciar tudo aquilo que sou.
O amor que me constitui é ilimitado,
não pode ser contido em nenhum objeto,
nada material ou carnal o pode conter.
Tudo o que vejo é parte de mim,
contenho o todo,
sendo eu,qual gota do oceano,
o oceano por inteiro.
E no entanto,
permito que os pensamentos de escassez,
se apoderem de mim.
Deixo que o medo oriente a minha visão,
deste mundo que habito,
mas eu não sou deste mundo,
eu sou o mundo.
Em cada recanto me encontro,
em cada Ser permaneço,
na ilusão da tristeza,
e na certeza da alegria.
Todas as posses iludem,
aquilo que é essencial.
Viver entendendo,
que o amor é tudo, o amor é.
deixo de ver quem sou.
esqueço de tudo o que sou,
iludido por tudo o que tenho ou desejo ter.
Quanto mais desejo ter menos vejo,
a abundância plena que existe em mim,
para lá de mim.
Pois estou a limitar-me pelas parcas posses,
que consigo amealhar,
esquecendo a riqueza do sentir,
de vivenciar tudo aquilo que sou.
O amor que me constitui é ilimitado,
não pode ser contido em nenhum objeto,
nada material ou carnal o pode conter.
Tudo o que vejo é parte de mim,
contenho o todo,
sendo eu,qual gota do oceano,
o oceano por inteiro.
E no entanto,
permito que os pensamentos de escassez,
se apoderem de mim.
Deixo que o medo oriente a minha visão,
deste mundo que habito,
mas eu não sou deste mundo,
eu sou o mundo.
Em cada recanto me encontro,
em cada Ser permaneço,
na ilusão da tristeza,
e na certeza da alegria.
Todas as posses iludem,
aquilo que é essencial.
Viver entendendo,
que o amor é tudo, o amor é.
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